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sábado, 4 de janeiro de 2020

Saída de autor prova guerra de egos nos bastidores da Globo


“Há algo de podre no reino da Dinamarca”, escreveu Shakespeare em Hamlet. Plagiando o rei dos dramaturgos, pode-se deduzir que existe alguma coisa pútrida na realeza da Globo. A decisão de não renovar o contrato de Aguinaldo Silva revela muito do que tentam esconder a respeito dos bastidores do canal.

O veterano autor de sucessos bateu de frente com o diretor de teledramaturgia diária da emissora, Silvio de Abreu, que já foi novelista. Sensível a críticas e interferências, Silva não acatou as sugestões e ordens para alterar os rumos de sua última novela, O Sétimo Guardião, exibida na faixa das 21h entre novembro de 2018 e maio de 2019. O folhetim soturno de realismo fantástico fracassou no Ibope.

A insurreição de Aguinaldo teria sido o motivo principal de sua saída da Globo após 40 anos escrevendo novelas, séries e minisséries. Pernambucano, hoje com 76 anos, ele assinou (sozinho ou em parceria) obras memoráveis da história da televisão, como Plantão de Polícia, Lampião e Maria Bonita, Roque Santeiro, Vale Tudo, Tieta e Senhora do Destino. Foram mais de 30 trabalhos como autor, colaborador ou supervisor.

Outra razão para a Globo abrir mão de um talento tão relevante tem a ver com dinheiro. Ou melhor, economia de dinheiro. Aguinaldo recebe um dos mais altos salários entre os novelistas. Quando estava com novela no ar, faturava mais de 700 mil reais por mês por conta das ações de merchandising inseridas na trama.

Por Terra

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